Vamos nos atualizar quanto ao cenário do comércio eletrônico no Brasil?

O e-commerce brasileiro registrou crescimento nominal de 7,4% no faturamento em 2016. Totalizando um faturamento de R$ 44,4 bilhões, segundo o 35º Webshoppers, levantamento realizado pelo Ebit. Esse resultado no entanto ficou um pouco abaixo do esperado, mas devemos considerar o cenário econômico em que o país se encontrava.

Mesmo assim, tivemos um crescimento no número de consumidores online. Em 2015, 39,14 milhões de pessoas fizeram ao menos uma compra em e-commerces, enquanto em 2016 o número saltou para 47,93 milhões. Esse é o reflexo da tecnologia, pois grande parte deste resultado se dá pelo fato da chegada da internet 3G e banda larga em regiões do Brasil que ainda não possuíam este acesso. Dessa forma, essas pessoas acabam tendo a possibilidade de comprar de forma online.

Pelo fato de outras regiões do país estarem alimentando o comércio eletrônico, o Sudeste teve o seu pior desempenho em percentual. No ano de 2016, 60% das transações ocorreram nessa região, número sensivelmente inferior ao ano anterior, quando São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais representaram 64,5% das vendas.

Podemos notar uma grande oportunidade destes números para o futuro. São mais pessoas comprando online, mais regiões conectadas. Já podemos notar esse “boom” com parceiros da Wing, que atendem o Pará no ramo de jóias e Roraima com produtos para pesca. Essa amplitude do e-commerce mostra que não ficaremos presos apenas ao Sul e Sudeste.

Outra novidade, depois de ter perdido relevância em 2015, o setor de moda e acessórios voltou a liderar o Webshoppers. A categoria teve 13,6% do volume de pedidos, seguido por eletrodomésticos (13,1%), livros (12,2%), saúde, cosméticos e perfumaria (11,2%) e telefonia e celulares (10,3%).

Neste ano o perfil dos consumidores ficou dividido entre homens e mulheres, mas em 2016 o público feminino se destacou: 51,6% das compras foram feitas por elas. Esse resultado se dá pelo aumento do uso de dispositivos móveis por este público, que adora ver novidades no ponto de ônibus ou no intervalo do trabalho.

Para 2017, o Ebit prevê melhoras ainda mais elevadas para o e-commerce e a volta do crescimento de dois dígitos no comércio eletrônico. É esperado um faturamento que deve chegar a 49,7 bilhões, o que representa 12% de crescimento nominal.